martes, 26 de enero de 2010

BRASKEM VAI INVESTIR 13 BILHOES NOS PROXIMOS ANOS

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Petroquímica: Valor inclui aquisição nos Estados Unidos, parcerias no México e Venezuela e projetos no Brasil
Nova Braskem vai investir US$ 13 bi nos próximos sete anos

Gradin, presidente da empresa, vai receber da Petrobras lista tríplice com nomes para a diretoria de investimentos
A Nova Braskem, petroquímica líder nas Américas em produção de resinas com a incorporação da Quattor, em acordo oficializado na sexta-feira, surge com o desafio de viabilizar projetos de crescimento, no Brasil e exterior, estimados em US$ 13 bilhões no horizonte de sete anos. Esse valor envolve uma importante aquisição nos Estados Unidos, em fase final de negociação, parcerias na Venezuela e no México, e o desenvolvimento dos dois empreendimentos herdados na criação da empresa no novo arranjo societário feito com Petrobras - a petroquímica do Comperj, no Rio, e a de Suape, em Pernambuco. Ambos os projetos sofrerão estudos de revisão da Braskem no prazo de quatro meses.

A prioridade agora é efetivar a compra do ativo americano, pois a Braskem tem pressa de se posicionar nesse grande mercado, cujo consumo de plásticos é cinco vezes o do Brasil - foi de 24 milhões de toneladas em 2008. A entrada nesse país é considerada estratégicas para as ambições do grupo, que almeja ser o quinto produtor mundial em alguns anos. Conforme o Valor apurou, o negócio pode ser anunciado nas próximas semanas e o valor da aquisição pode ficar entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. Para especialistas, faz mais sentido à companhia entrar nos EUA com fábrica de porte médio para poder competir com as gigantes locais, como ExxoMobil, Dow, ChevronPhilips e LyondellBasel.

A empresa reiterou várias vezes que vem analisando vários ativos há um ano, desde pequenos e médios até um de grande porte. Este último é uma compra mais complexa e de maior demanda de capital, pois seria integrado com uma central de matérias-primas. Segundo informações, a Braskem avaliou desde operações da Dow até a Sunoco Chemicals, área química e petroquímica da petrolífera Sunoco que pôs esse ativo à venda desde o fim de 2008. Sediada na Pensilvânia, essa divisão faz 1,2 milhão de toneladas de polipropileno ao ano. Executivos da Braskem não confirmam nem desmentem essas informações, porém evitam dar detalhes, alegando acordos confidenciais.

Bernardo Gradin, presidente da Braskem que foi indicado pelo principal acionista, a Odebrecht, para ficar á frente da Nova Braskem, afirmou que o acordo amarrado com a estatal preservou o plano de internacionalização da companhia. "Assumimos o compromisso de analisar, fazer desdobramentos e desenvolver junto com Petrobras as petroquímicas do Comperj e Suape, mas a estruturação financeira desses dois projetos não pode comprometer a capacidade de crescimento da Braskem no exterior". Segundo o executivo, eles têm de ser autofinanciados.

Com a incorporação da elevada dívida da Quattor, de quase R$ 7 bilhões, e após aumentos de capital previstos, de até R$ 5 bilhões (se houver adesão de minoritários), a Braskem ficará com um nível de endividamento no limite para não afetar seus covenants (cláusulas) financeiros. Se tiver sucesso na adesão maciça, a relação dívida líquida sobre resultado operacional (lajida) será de 2,83 vezes.

O executivo informa que nesse patamar a Braskem tem condições de firmar uma aquisição do que chama de ativo de porte médio, com recursos próprios e algum endividamento local. "O próprio ativo seria a garantia dos recursos", afirmou ao Valor. Entre alternativas de financiamento, cita fundos de investimento e até de private equity e admite recorrer ao apoio que o BNDES tem dado para promover a expansão de grupos nacionais fora do país. O JBS Friboi é um caso de internacionalização, no próprio EUA, com a participação do banco. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, já disse que ofereceu apoio a grupos brasileiros para buscar ativos no exterior. No momento, por exemplo, a CSN negocia a aquisição da cimenteira Cimpor, de Portugal, por US$ 5,5 bilhões.

Para um investimento grande, a Braskem teria de recorrer aos acionistas para nova estruturação de capital. Um das opções seria novo aumento de capital, podendo, por exemplo, fazer emissão de debêntures. Gradin descarta uma operação com troca de ações. "Mas estamos abertos para fazer joint ventures."

Quanto ao Comperj, na essência a Nova Braskem vai poder redesenhar a parte petroquímica desse projeto, que envolve uma central produtora de matérias-primas com nafta oriunda da refinaria de óleo pesado, fábricas de resinas e projetos de parceiros, como unidade de óxido de eteno. Vai também reavaliar o projeto de Suape, o qual já se encontra em implantação. "Ainda vamos conhecer esses projetos nos próximos 120 dias", afirmou Gradin.

Pela configuração atual, dizem especialistas ouvidos pelo Valor, a fase petroquímica do Comperj pode custar de US$ 2,5 bilhões a US$ 3 bilhões, abrigando fábrica de eteno de mais de 1 milhão de toneladas e unidades de resinas polietileno e polipropileno de 850 mil toneladas cada uma. Em Suape, com investimento de R$ 4 bilhões (US$ 2,2 bilhões), estão previstas três unidades industriais - fabricação de PTA (700 mil toneladas), matéria-prima que o Brasil é importador; resina PET (450 mil), usada na fabricação de embalagens; e polímeros têxteis (240 mil). "Para não comprometer nosso caixa, vamos entrar em degraus e reavaliar várias premissas, como demanda interna, oferta global, competitividade, entre outras", disse o presidente da Braskem.

O projeto do México, com o grupo local Idesa, em vias de assinatura da constituição da empresa, está estimado em US$ 2,5 bilhões para uma petroquímica integrada em Veracurz, com produção de 1 milhão de toneladas de polietileno a partir de 2015. Na Venezuela, em joint venture com a Pequiven, a Braskem desenvolve dois complexos de resinas - Propilsur, para 455 mil toneladas de polipropileno, e Polimérica, para 1,1 milhão de toneladas de polietileno. Orçados em US$ 4 bilhões, com a crise sofreram adiamento, para ajustes da estrutura financeira, de até dois anos, para depois de 2013.

Em ambos os países, a empresa busca fontes de matérias-primas com custo mais competitivo, à base de gás. No Brasil, predomina a nafta, da qual a Petrobras é fornecedora de mais de 60% do volume consumido nas centrais. A fórmula de preço desse insumo fez parte até certo ponto das negociações de criação da Nova Braskem, mas optou-se por deixá-la de lado por ser um tema bem polêmico. Manteve-se o contrato atual, de nove anos, com preço reajustado mensalmente, tendo como principal referência a variação do preço internacional do petróleo.

Esses projetos, se efetivados, praticamente dobram o tamanho atual da nova petroquímica na produção de resinas termoplásticas (PE, PP e PVC). Após a fusão com Quattor, sua capacidade atingiu 5,5 milhões de toneladas.

Na nova Braskem, além de Gradin, a Odebrecht, que terá 50,19% do capital votante e de 34% a 38% do capital total, garantiu a indicação também do diretor financeiro. A Petrobras indicará o diretor de investimentos e portfólio. Mesmo assim, a estatal apresentará uma lista tríplice de nomes, da qual Gradin escolherá um para ocupar essa diretoria. Os quatro demais diretores serão escolhidos pelo presidente, sob o consenso dos dois acionistas. Buscou-se garantir uma gestão profissional à empresa, bem como uma cara privada. As decisões, tanto na holding BRK que abriga as ações de Braskem pertencentes aos dois sócios, quanto na nova companhia, serão definidas por consenso entre eles. A Odebrecht ficou com 53,8% da BRK e a estatal com 46,2%. "A Petrobras deixou de ser minoritário relevante para ser acionista atuante", disse seu presidente, José Sérgio Gabrielli, na sexta-feira.

A aliança entre o grupo construtor baiano e a estatal criou a gigante petroquímica brasileira, dona de 100% da fabricação de resinas no país, com receita bruta de R$ 25,8 bilhões e resultado operacional (lajida) de R$ 2,9 bilhões, em base anual, até 30 de setembro. Opera 26 unidades industriais de primeira e segunda geração. O negócio levou quase seis meses para ser fechado e o desfecho acabou com a saída da família Geyer desse setor.

sábado, 16 de enero de 2010

PETROBRAS LA MAYOR REFINARIA DE AMERICA LATINA

Petrobras inicia en Brasil obras de mayor refinería de América Latina
La obra exigirá inversiones por 40.000 millones de reales (unos 22.600 millones de dólares), tendrá capacidad de procesar un tercio de la producción actual de crudo de de la compañía y será la quinta mayor refinería del mundo
15 de enero 2010 | 02:50 pm - EFE
Refinería de Petrobras | AFP/Archivo
El jefe de Estado de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, presidió hoy la ceremonia que dio inicio a la obra de la refinería que la estatal Petrobras va a construir en el estado de Maranhão (noreste) y que será la mayor de América Latina.
La unidad tendrá una capacidad de refino de 600.000 barriles diarios de crudo cuando funcione plenamente en 2015 y en ella se producirán combustibles "de alta calidad" como diesel, queroseno de aviación, nafta petroquímica, gas licuado de petróleo (GLP), coque y combustible para navíos, según los planes de la petrolera estatal.
La obra exigirá inversiones por 40.000 millones de reales (unos 22.600 millones de dólares), tendrá capacidad de procesar un tercio de la producción actual de crudo de Petrobras y será la quinta mayor refinería del mundo, según cálculos de la petrolera.
En su discurso, Lula afirmó que esta refinería supondrá "una nueva etapa" en la historia del estado de Maranhão, uno de los más pobres del país.
"Detrás de esta inversión vendrán hoteles, carreteras, (...) y en unos años podremos ver el mapa de Brasil y decir que el norte y noreste del país no es pobre", manifestó el mandatario.
La refinería estará ubicada en la localidad de Bacabeira, a 60 kilómetros del futuro terminal portuario de São Luis, la capital regional, con el que estará conectado a través de un oleoducto.
La obra será implantada en dos fases, la primera se concluirá en 2013, cuando la refinería alcanzará una capacidad de procesamiento de 300.000 barriles diarios.
En la fase de construcción se van a abrir cerca de 26.000 puestos de empleo directos y 132.000 indirectos y otras 1.500 personas trabajarán ella en la fase de operación, según los cálculos de la petrolera.
Petrobras cuenta con once refinerías en funcionamiento en Brasil, otras cuatro en el extranjero y tiene cinco en construcción, entre ellas, la Abreu e Lima, ubicada en el estado de Pernambuco (noreste) y con capacidad de refino de 230.000 barriles diarios, que la empresa brasileña compartirá con Petróleos de Venezuela (PDVSA).
En los próximos años, la petrolera brasileña prevé poner en funcionamiento otras dos nuevas refinerías, en los estados de Ceará y Río Grande do Norte, también en el noreste, que alcanzarán una capacidad de refino de 300.000 barriles diarios cada una.
Actualmente, la petrolera tiene una capacidad de refino de 1,9 millones de barriles diarios, cifra algo inferior a su volumen de extracción de crudo, que ronda los dos millones de barriles. El Nacional 15 de enero de 2010